A visão é, sem dúvida, um sentido muito valioso. É por isso que qualquer problema que nos afete os olhos é motivo de grande preocupação. Algumas vezes, é uma saga interminável de consultório em consultório. E realmente existe grande número de enfermidades que atingem os olhos. É o caso da dacriocistite.

Pode ser que você nunca tenha ouvido falar da doença. A verdade é que ela pode surgir a qualquer momento, como resultado de pequenos traumas ou complicações de uma rinite.

O que é a dacriocistite?

Trata-se de uma inflamação que acomete o saco lacrimal. Esse processo, entretanto, resulta da obstrução do canal nasolacrimal. Ele é responsável por transportar as lágrimas dos olhos para o nariz.

Quando isso acontece, as lágrimas deixam de ser drenadas e escorrem pelas bochechas. Isso faz com que fiquem acumuladas no local, agravando a infecção.

Quais são os tipos de dacriocistite?

A doença pode se manifestar de três formas:

Dacricistite aguda

A inflamação chega de repente, sem antecedentes, e a dor costuma ser muito forte.

Dacriocistite crônica

A pessoa lacrimeja o tempo todo e há presença de conjuntivite.

Dacriocistite específica de recém-nascidos

Nesse caso, geralmente ocorre por uma condição congênita, na qual o canal nasolacrimal é mais estreito que o normal.

Quais são as causas da doença?

A dacriocistite pode aparecer em pessoas que têm desvio de septo ou rinite hipertrófica como agravamento dessas condições. Traumas nasais também podem resultar nessa inflamação.

Outras causas também são os pólipos nasais, a hipertrofia do corneto inferior e as dacrioestenose congênita residual.

Pacientes que possuem essas predisposições devem ficar sempre atentos a qualquer sinal. Isso não significa, contudo, que pessoas sem esses precedentes estejam totalmente imunes.

Quais os sintomas da doença?

Tudo começa com uma vermelhidão na região do saco lacrimal, que pode vir acompanhada de dor e lacrimejar continuamente.

A doença pode vir acompanhada de blefarite (inflamação das pálpebras), conjuntivite e até mesmo febre. Além disso, pode ser observada quantidade maior de glóbulos brancos no sangue (leucocitose).

Especialmente nos casos crônicos, também é possível perceber a saída de pus ao pressionar o sacro lacrimal.

Dentre as principais complicações estão o surgimento de cistos ou abscessos, resultantes do acúmulo de pus. Se não tratada, pode até resultar em fístula.

O que fazer?

Na incidência de qualquer um desses sintomas, a primeira atitude deve ser procurar o médico oftalmologista. Normalmente, o tratamento prescrito envolve antibióticos, como a cefalexina e a cefazolina, dependendo da gravidade do caso. Compressas mornas também devem ser aplicadas no local.

Quando o quadro já evoluiu para abscesso, pode ser necessária uma incisão para drenagem das secreções.

Casos crônicos podem demandar a colocação de uma sonda no canal para dilatá-lo. Na falta de resposta ao tratamento para qualquer dos casos, podem ser necessárias intervenções cirúrgicas específicas.

Atenção: este artigo não visa diagnosticar, tratar ou curar qualquer problema. Seu único objetivo é informar e alertar as pessoas para que procurem um oftalmologista na ocorrência de qualquer alteração.

Entendeu como ocorre a dacriocistite? Já vivenciou algum caso na família? Deixe o seu comentário.

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Mario Filippo
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
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