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A visão é um sentido que influencia completamente a maneira como nos relacionamos com o mundo, não é mesmo? Não é à toa que qualquer probleminha com os olhos já nos traz uma aflição desmedida! Então o segredo é realmente ficar de olhos bem abertos a fim de diagnosticar cada risco corretamente, para que não seja preciso lidar com complicações. E um mal pouco conhecido, mas que merece nossa atenção é a neurite óptica. Nunca ouviu falar?

Quer aprender um pouco mais sobre o tema, conhecer suas causas e aprender sobre tratamentos? Então confira o artigo a seguir:

A inflamação

A neurite óptica, também chamada de neurite retrobulbar, é uma inflamação do nervo óptico. Como esse nervo é responsável pela transmissão dos raios luminosos para a área do cérebro responsável pela interpretação das imagens, esse mal pode resultar na perda parcial ou até mesmo total da visão. Isso ocorre porque a doença gera uma perda da bainha de mielina, uma camada que recobre a superfície dos nossos neurônios, essencial para a transmissão do impulso nervoso.

Suas causas

A neurite óptica pode surgir sem uma causa necessariamente definida e, nesse caso, ela é chamada de neurite óptica idiopática. Mas a verdade é que existem, sim, alguns fatores que podem desencadear o mal, dentre eles a esclerose múltipla, algumas infecções virais — como caxumba, herpes e varicela, por exemplo — e certas patologias inflamatórias — como sífilis, sarcoidose e tuberculose. Dentre essas origens, a esclerose múltipla merece atenção, especialmente no começo de seu desenvolvimento, pois é responsável por grande parte dos casos.

As manifestações clínicas

As manifestações clínicas da neurite óptica podem variar de paciente para paciente, mas, em geral, seguem um padrão bem definido. Há uma tríade clássica de sintomas da doença, composta por perda de acuidade visual, dor nos olhos e discromatopsia — que é a percepção anormal das cores. Grade parte dos pacientes apresenta o problema em apenas um dos olhos, enquanto o resto o desenvolve em ambos. O início costuma apresentar dor, especialmente com o movimento dos olhos. Depois surge a redução na visão desse olho e, então, é comum que a dor diminua, mas a perda da capacidade visual não.

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O diagnósticoexame oftalmológico detecta a doença

O diagnóstico começa, logicamente, pelo exame clínico do paciente, juntamente com seu relato. Posteriormente, o médico pode pedir exames complementares, que vão variar de acordo com a suspeita, podendo ir de uma ressonância magnética até o Potencial Evocado Visual (PEV). Exames de sangue, radiografia torácica e punção lombar também são úteis para a exclusão de diagnósticos diferenciais.

Seu tratamento

O tratamento da neurite óptica pode variar bastante, já que precisa levar em conta os sintomas apresentados e a possibilidade de melhora gradativa da acuidade visual dos pacientes após somente algumas semanas de iniciado o quadro. No entanto, especialmente em casos ligados à esclerose múltipla, há bons resultados terapêuticos com o uso da metilpredinsolona intravenosa.

Se você estiver apresentando algum desses sintomas ou conhecer alguém que esteja, não hesite em procurar um médico, já que somente ele poderá indicar a forma certa de proceder, oferecendo o diagnóstico e o tratamento adequados para cada caso.

E você, já tinha ouvido falar sobre a neurite óptica? Comente aqui e nos conte sobre suas experiências! Aproveite para conferir nosso post sobre os 7 alimentos que ajudam a manter a saúde dos olhos!

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Ricardo Filippo
Oftalmologista
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
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