Quando ouvimos falar sobre ultrassom, logo relacionamos ao ultrassom abdominal. O exame, no entanto, é utilizado também na medicina veterinária e na biologia, por exemplo. São vários os tipos de ultrassonografia, que nada mais é que um método de diagnóstico por imagem por meio de ondas sonoras.

Um desses tipos é a ultrassonografia nos olhos, comum para se chegar a diagnósticos acertados e promover a saúde ocular. Aqui, vamos explicar melhor como e quando o exame é feito, para que é indicado e suas contraindicações. Acompanhe!

Como funciona a ultrassonografia nos olhos?

Esqueça a imagem que você tem de ultrassom. Até o equipamento da Ecografia Ocular, outro nome do exame, é bem menor, assemelhando-se a uma caneta.

Esse equipamento tem dois transdutores (modo A e modo B), que são as partes que ficam em contato direto com nosso corpo, cada uma para uma finalidade: avaliar a parte posterior (modo B ) e a anterior do olho (modo A).

Por meio da emissão de ondas, que atingem várias estruturas do olho, são captados sinais pelo equipamento. Esses sinais são posteriormente transformados em imagens bidimensionais do globo ocular. O exame dura, em média, 5 a 10 minutos e é indolor.

Para o exame posterior, é aplicado um pouco de gel e colírio anestésico sobre a pálpebra. Já para o exame anterior, deve-se manter os olhos abertos para não prejudicar a imagem. Eles servem para detectar diferentes problemas, que explicaremos a seguir.

Quando fazer a ultrassonografia nos olhos?

A ultrassonografia ocular tem como sua principal indicação os casos em que há qualquer patologia nos olhos em que impossibilite o exame direto do fundo de olho, retina e/ou vítreo.

Como exemplo, podemos citar uma catarata muito densa (severa) ou uma cicatriz de córnea muito avançada. Quando temos essas patologias, há uma formação de uma barreira visual, dificultando o exame da parte de trás dos olhos pelas vias comuns.

LEIA TAMBÉM:  O que é pterígio?

Nesses casos, a ultrassonografia tem um papel muito especial, pois permite examinar a parte de trás dos olhos, mesmo com essas barreiras citadas anteriormente.

Outra situação em que a ultrassonografia se faz muito importante, se dá nos casos de tumores intra-oculares. Nesses casos, permite a aferição das medidas dessas lesões (ântero-posterior, latero-lateral e a altura), acompanhar o crescimento ou regressão desses tumores.

O que a ultrassonografia pode detectar?

Com o ultrassom ocular posterior, o oftalmologista pode detectar inflamação, degeneração (moscas volantes) ou sangramento do vítreo, descolamento de retina e lesões tumorais.

Além disso, é possível também avaliar os músculos retro oculares inchados (como por exemplo na doença de Graves) e acompanhar acompanhar o resultado de cirurgias de catarata e retina.

Esse exame também é indicado para bebês, assim, os médicos conseguem descobrir o tamanho de seus olhos quando saem da maternidade.

Existem contraindicações para o exame?

Como quase qualquer outro exame, existem sim algumas contraindicações que devem ser levadas em conta na hora de fazer o exame. Caso o olho esteja perfurado, por exemplo, não faça. Isso acontece caso a pessoa não tenha se recuperado totalmente do transplante de córnea ou sofrido algum trauma grave no olho.

Quem estiver com conjuntivite ou qualquer outra doença infecciosa, precisa usar a sonda protegida para que não transmita a doença para os demais pacientes.

Como dissemos acima, é utilizado um colírio anestésico e, em alguns casos, pode-se sentir um incômodo. Mas, caso sinta dor, avise e evite o procedimento. Com certeza o médico indicará outro tipo de exame que pode auxiliar na detecção de problemas.

A ultrassonografia nos olhos pode indicar muitas doenças e guiar os médicos na hora de encontrar o tratamento adequado. Por isso, marque seus exames o quanto antes e siga todas as indicações de seu oftalmologista de confiança.

Posts Relacionados

Ricardo Filippo
Oftalmologista
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
clique aqui.