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Catarata congênita: você sabe o que é?

A catarata é uma doença de origem multifatorial que se caracteriza pela perda de transparência do cristalino, que são as “lentes” naturais do olho responsáveis pela focalização das imagens. À medida que a condição avança, essa estrutura se torna mais opaca, causando perda parcial ou mesmo total da visão.

De fato, a catarata é a principal causa de cegueira reversível em todo o mundo, sendo responsável por quase 50% dos casos registrados, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A catarata pode ser causada por diferentes fatores, podendo ser congênita ou adquirida. Nesse sentido, a causa mais comum é o envelhecimento do cristalino em decorrência da idade, chamada de catarata senil.
Porém, a catarata congênita também merece muita atenção, já que é uma das principais responsáveis pela cegueira infantil. E é sobre ela que falaremos hoje.

O que é catarata congênita?

Trata-se uma má-formação do cristalino que pode ocorrer ainda durante a gestação. Sendo assim, a criança pode nascer com essa condição, ou desenvolver ao longo do primeiro ano de vida do bebê.

A catarata congênita pode afetar somente um como ambos os olhos, sendo dificilmente notada sem a realização dos exames adequados.

Quais as principais causas e sintomas da catarata congênita?

A catarata congênita pode se dar por fatores hereditários, por conta de anomalias no desenvolvimento do bebê ou ainda por intercorrências ao longo da gestação, como infecções, doenças contraídas pela mãe – como rubéola, toxoplasmose e sífilis materna -, excesso de radiação ou ainda pelo consumo de álcool e tabaco.

Em muitos casos, a dificuldade em se perceber a catarata nas crianças faz com que a doença passe despercebida. Nessas situações, o desenvolvimento da criança pode ser sofrer graves prejuízos.

O sintoma mais característico da catarata congênita é o embranquecimento do olho, como se houvesse uma película sobre o globo ocular, criando a sensação de pupila opaca. No entanto, condições como estrabismo e movimento não coordenado dos olhos também podem indicar a presença de catarata congênita.

Além disso, é importante atentar para outras características. Você pode ficar atento à sintomas como: alta rejeição à luz, dificuldade em encontrar itens pequenos enquanto engatinha e alterações na maneira de tatear e pegar brinquedos e outros objetos.

A principal forma de diagnóstico da catarata congênita por meio do exame do reflexo vermelho, também conhecido teste do olhinho. O exame consiste na projeção de uma luz especial sobre o olho da criança, permitindo ao oftalmologista observar quaisquer alterações nas estruturas oculares e ajudando na prevenção à cegueira irreversível.

O exame deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras horas de vida ou antes mesmo que o bebê deixe a maternidade. Depois, é fundamental que haja acompanhamento constante por parte do médico nas consultas de rotina que devem ser feitas durante o primeiro ano de vida.

Catarata congênita tem cura?

Apesar de novas formas estarem sendo testadas, a melhor alternativa para o tratamento da catarata congênita é a cirurgia de extração da doença. Nesse caso, o oftalmologista faz uma pequena incisão no olho para a remoção do cristalino afetado e a colocação de lentes intraoculares, que podem ser de plástico ou silicone.

Ao contrário do que acontecia há até poucos anos – em que se esperava a doença progredir antes de realizar a cirurgia – hoje a operação de catarata deve ser feita ainda nos primeiros estágios da doença, logo que for detectada na criança. Isso acontece porque os resultados costumam ser mais satisfatórios quando a intervenção é feita nas primeiras 12 semanas de vida.

Nesse sentido, fica clara a importância do acompanhamento oftalmológico periódico para um eventual diagnóstico precoce. Sendo a catarata congênita o principal fator que leva à cegueira infantil, é preciso se prevenir.

Por fim, após a operação, é necessário administrar colírios receitados pelo oftalmologista, indicados para aliviar o desconforto e evitar infecções.

É muito comum que surjam muitas dúvidas em relação à cirurgia de catarata, sua indicação e possíveis riscos e contraindicações. Por isso, frisamos que se trata de um procedimento altamente seguro e eficaz, resolvendo a grande maioria dos casos.

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Especialista em cirurgia de catarata e ceratocone
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
clique aqui.
Categories: Cirurgia de Catarata
Guilherme Quinellato :Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área, clique aqui.