Conheça os tipos de catarata e saiba como afetam sua vida

A catarata é uma doença ocular de causas multifatoriais que prejudica o cristalino – que são lentes naturais presentes nos olhos – tornando-o progressivamente mais opaco e, assim, prejudicando a visão do paciente. Pessoas que sofrem com essa condição costumam apresentar, entre outros sintomas, vista nublada e a alta sensibilidade à luz (fotofobia), além de enxergarem as cores levemente desbotadas. Em casos, graves, porém, ela pode levar à cegueira.

Apesar de bastante conhecida, muita gente não sabe o que, de fato, pode levar ao desenvolvimento da catarata. E, além disso, que ela pode atingir pessoas de todas as idades, sendo muito mais do que um doença que acomete apenas os mais velhos.

 
banner pré consulta catarata

 

Tipos de catarata

Existem diversos tipos de catarata, geralmente divididos de acordo com o fator que levou ao desenvolvimento da doença. Conhecê-los é fundamental para que se tenha uma noção mais precisa do tratamento adequado para cada um.

Sendo assim, principais tipos de catarata são:

 

Catarata congênita

Ocorre quando a doença está presente desde o nascimento do bebê ou quando desenvolve-se ainda durante o primeiro ano de vida. Assim como em outros tipos de catarata, pode afetar somente um como ambos os olhos.

Também conhecida como catarata infantil, este tipo de catarata apresenta origens multifatoriais. Normalmente, a condição é resultado de mutações genéticas ocorridas durante a gestação, causadas por infecções ou abuso de certas substâncias, como álcool e drogas.

Assim que for diagnosticada, a catarata congênita deve ser tratada o mais rapidamente possível. Em fases iniciais e sem risco ao bebê, o tratamento pode ser feito por meio do uso de colírios e óculos especiais. Porém, se houver risco de comprometimento à visão da criança, a cirurgia pode e deve ser indicada.

 

Catarata senil

Acontece quando a doença se desenvolve por conta do envelhecimento natural dos olhos, evoluindo lenta e gradativamente. Também chamada de catarata da idade, costuma se agravar após os 60 ou 65 anos de idade, podendo se tornar mais grave em indivíduos que sofram com diabetes.

Quando em estágios iniciais, o tratamento pode ser realizado com o uso de óculos de sol e de leitura, acompanhado de luzes de leitura para amenizar os sintomas. Caso a doença já esteja avançada, a cirurgia pode ser a única solução.

 

Catarata traumática

Ocorre quando a doença é provocada por lesões, como contusões ou perfurações. Geralmente, a catarata traumática acomete apenas o olho atingido pelo trauma, podendo se desenvolver em qualquer idade.

A particularidade deste tipo de catarata, no entanto, é que ela pode levar meses ou até mesmo anos para evoluir e começar a apresentar os primeiros sintomas.

O tratamento busca primeiro soluções para frear o desenvolvimento da doença e, se for necessário, recomenda-se a cirurgia.

 

Catarata secundária

Trata-se da catarata provocada pela presença de doenças como a diabetes, pelo uso prolongado de alguns tipos de medicamentos, em especial aqueles que contêm corticoides e esteróides, ou ainda em decorrência de outros problemas oculares, como glaucoma, uveíte e alta miopia.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da catarata geralmente é feito por um oftalmologista, sendo muitas vezes percebida durante as consultas de rotina. Além da realização de alguns testes, o médico analisa o histórico familiar do paciente, uma vez que a predisposição genética conta como um importante fator de risco para o desenvolvimento da doença.

Dentre os exames realizados estão:

 

Teste de acuidade visual

Trata-se do popular exame de vista, em que o médico mede a nitidez com que cada olho enxerga, por meio da sua capacidade em distinguir formas e contornos de objetos. Neste teste, o médico coloca o paciente em frente a um diagrama com letras, números e formas em diferentes escalas a fim de averiguar se há alguma perda de visão em algum dos olhos.

 

Exame da lâmpada de fenda

O objetivo deste exame é analisar a integridade das estruturas frontais dos olhos do paciente, como córnea, íris e cristalino, buscando detectar quaisquer anormalidades ou indicações de problemas oculares.

Para isso, o médico incide um feixe de luz fino e intenso sobre o olho a ser analisado e, com o auxílio de um microscópio, verifica se há algum elemento que inspire maiores cuidados.

 

Mapeamento da retina

Neste exame, o oftalmologista utiliza um colírio especial para dilatar a pupila do paciente e, com o auxílio de um oftalmoscópio, analisa o fundo do olho e também o cristalino em busca de possíveis sinais de catarata.

Por fim, vale destacar que, no caso da catarata congênita, no Brasil, é obrigatória a realização do chamado teste do olhinho nos recém-nascidos em todas as maternidades do país. Também conhecido como teste do reflexo vermelho, esse exame deve ser realizado já na primeira semana de vida do bebê.

Trata-se de um procedimento simples e indolor, em que o médico emite um feixe de luz nos olhos da criança em busca de sintomas que possam apontar para a presença da catarata. Quando o reflexo dessa luz possui cor avermelhada ou alaranjada, significa que as estruturas oculares do bebê estão bem preservadas. Caso contrário, é preciso submetê-lo a outros exames.

Para evitar que a catarata chegue a estágios avançados que trazem prejuízos à qualidade de vida, é preciso prestar atenção a possíveis sintomas e consultar-se com frequência com um médico oftalmologista de sua confiança. Lembre-se de que o diagnóstico precoce é a melhor forma de lidar com essa doença.

Se você está localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro e tem alguns dos sintomas que comentamos ao longo texto ou simplesmente gostaria de marcar uma consulta de rotina, agende um horário com a COI pelo site e tenha um diagnóstico completo feito por nossos especialistas. Agende agora mesmo!

Ricardo Filippo
Especialista em Cirurgia Refrativa a Laser e Ceratocone
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
clique aqui.

Posts Relacionados