O número de pessoas idosas no Brasil vem crescendo tanto pelo aumento da expectativa de vida da população, quanto pela melhor qualidade, maior acesso aos serviços de saúde e avanços da medicina moderna. Porém, o processo de envelhecimento é inevitável.

Assim como todo o corpo, os olhos também sofrem alterações funcionais e anatômicas na senilidade. Com o decorrer dos anos é esperado que problemas de acuidade visual, olhos secosglaucomacatarata flacidez palpebral apareçam na terceira idade. Felizmente, uma das áreas que mais se desenvolvem é a de cirurgia ocular para terceira idade.

Depois dos 50 anos, a lente natural dos olhos — o cristalino — tende a ficar cada vez mais opaca, tornando a visão embaçada. Com isso, mesmo as tarefas cotidianas como ler, dirigir e praticar atividades físicas, começam a se tornar obstáculos. É a partir desta faixa etária que a catarata apresenta sintomas, fazendo parte do processo natural do envelhecimento.

Neste artigo vamos mostrar as principais cirurgias para as doenças oculares na terceira idade. Por isso, se na sua família tem alguém passando por esses sintomas, continue lendo e conheça quais cuidados devem ser tomados antes e após os procedimentos, além dos riscos em realizá-los.

Diagnósticos mais comuns na terceira idade

Catarata

catarata é o aumento da opacidade do cristalino que prejudica a nitidez das imagens, esbranquiçando e borrando a visão. A correção cirúrgica de catarata é a principal cirurgia realizada na terceira idade, tendo o percentual de cura de quase 100% dos pacientes submetidos ao procedimento.

Para a cirurgia de catarata é utilizada uma técnica chamada de microfragmentação do cristalino e, depois, aspiração do mesmo. A lente natural do olho é substituída por uma lente artificial bem semelhante, corrigindo assim a visão prejudicada.

As lentes intraoculares oferecem maior qualidade de vida para os idosos, facilitando a realização de suas atividades diárias e diminuindo a necessidade de auxílio de outras pessoas.

Publicações como a da revista JAMA Ophthalmology — uma das mais importantes na oftalmologia mundial — ressaltam que a cirurgia de catarata pode prolongar a longevidade em aproximadamente 5 anos, diminuindo as chances de queda e de acidentes.

Glaucoma

glaucoma é considerado a segunda maior causa de cegueira no mundo. Mais comum após os 40 anos, essa é uma doença silenciosa que aumenta a pressão intraocular, podendo comprometer o nervo óptico.

O glaucoma começa geralmente sem se manifestar com dor ou qualquer outro sinal. Por isso, caso não seja tratado, progride reduzindo o campo visual até que a pessoa pare de enxergar por completo. Como não tem cura, quando mais cedo o diagnóstico é feito, mas chances de tratamento o paciente possui.

Para o diagnóstico precoce do glaucoma é importante realizar consultas regulares com oftalmologista. Nelas, o profissional avaliará pressão ocular, fundo de olho, campo visual e como estão as fibras nervosas. Em caso de diagnóstico positivo da doença nos estágios iniciais, pode-se lançar mão de tratamento medicamentoso que reduzirá o comprometimento da visão, evitando a progressão dos danos.

Porém, alguns casos avançados são passíveis de cirurgia a laser ou implante de drenagem no olho. A cirurgia de glaucoma também é realizada quando o tratamento com colírios não são efetivos e a doença continua causando danos.

Alterações das pálpebras

Com o envelhecimento, a perda de colágeno e de água dos tecidos fica cada vez mais acentuada, fazendo com que a pele fique mais flácida, rugosa e fina. Com as pálpebras não é diferente. Elas começam a cair sobre os olhos, processo conhecido como ptose palpebral, prejudicando visão e estética como um todo.

Para isso, existe a blefaroplastia. A cirurgia consiste na retirada do excesso de pele das pálpebras, associada ou não às bolsas de gordura. Ela pode ser realizada quando há diminuição de visão do paciente e consequente perda de campo visual. Outra indicação seria para fins estéticos, com o intuito de dar uma aparência mais jovem e bonita ao paciente.

O procedimento pode ser realizado a laser de gás carbônico, utilizando uma técnica chamada de transconjuntival. Junto a ele, também pode ser feito um peeling de toda a face ou limitado à região periocular, com o intuito de descamar a pele e promover um estímulo a regeneração e suavização de rugas.

A cirurgia a laser possui menores chances de sangramento, reduz o tempo cirúrgico, resultando em uma menor incidência de hematoma e edema no pós-operatório.

Indicações para a cirurgia ocular

Depois de conhecer as doenças mais comuns, separamos os principais pontos que você deve considerar para que uma pessoas da terceira idade se submeta à cirurgia. Veja:

  • diminuição da qualidade de vida do paciente;
  • perda acentuada da visão;
  • chances de cegueira caso a cirurgia não seja realizada;
  • doenças que não tenham tratamento clínico. 

Possíveis riscos

Toda cirurgia, por menor que seja, tem seus riscos. Infecção do local da operação e complicações por outras comorbidades preexistentes são alguns exemplos disso. No caso da cirurgia oftalmológica, esses riscos são reduzidos significativamente graças às técnicas cada vez menos invasivas, significando menores incisões, baixas chances de sangramento e infecção.

Os riscos são ainda menores quando todos os exames pré-operatórios pedidos pelo médico especialista são feitos, controlando doenças como hipertensão e diabetes. Procurar centros oftalmológicos preparados e com referências também é um bom indicativo. A cirurgia oftalmológica encontra-se numa faixa de segurança muito alta.

Principais cuidados antes e pós-cirurgia

Os principais cuidados antes da realização da cirurgia ocular na terceira idade são:

  • fazer o tempo de jejum recomendado;
  • não utilizar maquiagem ou cremes na face;
  • higiene pessoal do rosto e dos olhos;
  • não utilizar lentes de contato;
  • avisar a equipe médica todos os remédios dos quais faz uso;
  • perguntar ao médico quais medicações devem ser suspensas;
  • avisar sobre alergias conhecidas;
  • pingar os colírios antes da cirurgia, caso seja necessário;
  • levar um acompanhante maior de idade no dia da cirurgia.

E os principais cuidados pós-operatórios são:

  • evitar esforços físicos;
  • não coçar ou esfregar os olhos;
  • pingar os colírios prescritos da forma correta e nos horários recomendados pelo médico;
  • lavar as mãos regularmente;
  • evitar praias e piscinas;
  • evitar exposição ao sol e luz artificial, optando por usar óculos escuros;
  • comparecer a todas as consultas oftalmológica marcadas.

Sobre a Clínica de Oftalmologia Integrada

Em constante desenvolvimento e estudando o que há de mais novo em técnicas e tecnologias oftalmológicas, a Clínica de Oftalmologia Integrada está sempre dentro dos padrões de qualidade e segurança mais rígidos.

Por isso, todo o corpo clínico participa de treinamento intensivo, palestras, cursos de aperfeiçoamento e especializações no Brasil e no exterior. As tecnologias usadas na clínica são consagradas em importantes países do mundo, permitindo atuar nas mais variadas áreas da oftalmologia.

Esperamos que você tenha compreendido quais são os principais problemas que afetam a saúde dos olhos e o papel da cirurgia ocular na terceira idade. Lembre-se sempre de procurar um médico oftalmologista para consultas periódicas e em caso de qualquer alteração visual, principalmente no caso de idosos.

Ainda tem alguma dúvida sobre cirurgias oculares? Então entre em contato conosco! Nosso time está sempre pronto e preparado para ajudá-lo.

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Guilherme Quinellato
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
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