Quanto custa um transplante de córnea em 2019?

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O transplante de córnea é uma cirurgia em que ocorre a substituição de uma córnea lesionada ou afetada por alguma doença por outra sadia, retirada de um doador que já tenha falecido. Seu objetivo é melhorar a visão ou função do olho, estancando ou corrigindo defeitos oculares que possam trazer algum risco ao paciente ou comprometer sua qualidade de vida.

Trata-se do tipo de transplante mais realizado em todo o mundo e possui altas taxas de sucesso. A cirurgia não é considerada complexa, podendo ser realizada em caráter ambulatorial e sem a necessidade de internação do paciente.

Existem diferentes tipos de transplante de córnea. Os principais são:

  • Transplantes penetrantes: procedimentos em que substitui-se toda a espessura da córnea afetada. Em geral, há necessidade de pontos.
  • Transplantes lamelares: há a substituição apenas da camada mais interna do órgão. Normalmente, não precisam de suturas.

Quando um transplante de córnea é indicado?

Existem diversas causas que podem levar à indicação para a cirurgia de transplante de córnea. São elas:

Traumatismos

São casos em que ocorrem lesões que prejudicam permanentemente o órgão e, consequentemente, a visão do paciente. Geralmente, são causados por acidentes caseiros ou de trabalho, como pequenas perfurações, contato com produtos químicos, queimaduras, queda de corpos estranho nos olhos, entre outros.

Ceratocone

Doença ocular que se caracteriza pela deformação gradual da córnea, que passa a apresentar um formato cônico, em vez de sua forma cilíndrica natural. Como consequência, há um perda da acuidade visual do paciente, prejudicando, sobretudo, a visão noturna. Algumas pessoas também podem apresentar fotofobia.
O ceratocone é uma condição bastante comum, afetando cerca de 1 a cada 2000 pessoas.

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Outras causas

Aqui, entram infecções corneanas, doenças congênitas e degenerativas, além de complicações oculares, como a chamada ceratopatia bolhosa, em que ocorre inchaço da córnea e redução da visão do paciente.

Quanto custa um transplante de córnea?

O Código de Ética da profissão não permite a divulgação de valores de procedimentos oculares. Preços e demais detalhes somente podem ser tratados pessoalmente com o paciente, após agendamento de consulta.

Vale destacar, porém, que os valores estão sujeitos a uma série de fatores que acabam criando uma grande variação de preços, tais como estado, clínica e o profissional que vai realizar o procedimento.

No entanto, para passarmos uma estimativa a mais concreta possível, considerando todas essas variáveis, é seguro afirmar que uma cirurgia para transplante de córnea custa, em média, entre R$ 10 mil e R$ 15 mil reais.

É possível fazer o transplante de córnea pelo SUS?

É possível optar pelo transplante de córnea pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, infelizmente, no Brasil essa pode não ser a melhor opção.

No país, cada estado possui uma lista de espera própria, monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para que seja justa, a fila obedece uma ordem cronológica, de acordo com a época de inscrição de cada paciente. Embora algumas unidades da federação apresentem a chamada “lista zerada”, em que não há espera, esta está longe de ser a realidade na maioria dos estados.

Para se ter uma ideia, no Brasil, há mais de 32 mil pessoas nas filas por um transplante de órgãos. Somente a lista de espera por uma córnea conta com mais de 8500 pacientes. Trata-se do segundo órgão com maior demanda em todo o país.

A quantidade de pessoas e a estrutura ruim fazem com que o tempo de espera para a cirurgia seja, na maioria dos casos, muito extenso, prejudicando a qualidade de vida e trazendo riscos ao paciente.

Alternativa para pacientes com ceratocone

Pacientes que sofrem com ceratocone não precisam, necessariamente, realizar o transplante de córnea. Hoje em dia, existem tratamentos que podem reduzir a progressão ou até mesmo estancar o avanço da doença, desde que diagnosticada precocemente. Nesse sentido, o mais conhecido desses procedimentos é o crosslinking.

O crosslinking é um tratamento cirúrgico novo, extremamente seguro e consideravelmente mais simples do que o transplante. Além disso, não dependente da disponibilidade de doadores e não tem o risco de complicações comuns, como a rejeição do órgão transplantado, por exemplo.

Como é feito o procedimento de crosslinking?

A cirurgia tem como objetivo enrijecer a estrutura da córnea, impedindo que o ceratocone avance. Para isso, é utilizada uma técnica que consiste na aplicação de um colírio especial à base de riboflavina (vitamina B) e a aplicação de um feixe de luz ultravioleta. Essa combinação estimula a união das fibras de colágeno presentes na córnea, aumentando sua resistência e reforçando a estrutura.

Após a aplicação da luz, é necessária a colocação de uma lente de contato terapêutica, que vai auxiliar na cicatrização do olho operado. Deve-se utilizá-la por 7 dias.

O crosslinking é considerado uma cirurgia de baixa complexidade, sendo minimamente invasivo e podendo ser feito apenas com anestesia local, com o auxílio de colírios tópicos. O procedimento dura, aproximadamente, 1 hora, e o paciente recebe alta logo após término da intervenção, sem a necessidade de internação ou repouso.

Como cuidados pós-operatórios, o paciente deve utilizar um colírio antibiótico por 7 dias e um colírio anti-inflamatório por 1 mês. Vale ainda destacar que a presença da lente terapêutica pode causar um certo desconforto em alguns pacientes, sendo comuns a sensação de ardência e dor moderada.

Por fim, a recuperação da visão se dá progressivamente, voltando ao seu normal em torno de 30 dias.
Para quem ainda tem dúvidas, é fundamental ter um oftalmologista de confiança, com boa reputação e conhecimento na área, para oferecer as melhores opções de tratamento para cada caso.

Saiba mais sobre opções de tratamentos para ceratocone

Os pacientes diagnosticados com ceratocone, ou com interesse por mais informações sobre este assunto, podem assistir à nossa pré-consulta gratuita sobre a doença! Uma série de vídeos explicativos sobre ceratocone, para você ficar por dentro desta condição e saber as opções de tratamento e qual o melhor momento para procurar a opinião do seu oftalmologista.
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Ricardo Filippo
Especialista em Cirurgia Refrativa a Laser e Ceratocone
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área,
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