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Canal lacrimal entupido: saiba agora tudo sobre essa condição

A maioria das pessoas não sabe, mas as lágrimas além de representarem emoções também lubrificam o olho e protegem o globo ocular de rupturas e infecções. Elas são essenciais para a manutenção da saúde dos olhos e da visão.

Neste texto vamos explicar sobre o canal lacrimal entupido, condição que afeta diversos bebês recém-nascidos e normalmente não causa maiores alterações. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe!

O que é o canal lacrimal?

O canal nasolacrimal é uma espécie de ducto que promove a drenagem do líquido lacrimal dos olhos para a porção interior do nariz. E é por isso que ao pingar uma gota de colírio nos olhos podemos ter uma sensação de gotejamento nasal e posterior gosto amargo na boca.

Dessa forma, quando uma parte do canal está obstruída, a drenagem dos olhos é extremamente prejudicada e as lágrimas se acumulam nas pálpebras, causando lacrimejamento constante.

Quais são as principais causas de obstrução do ducto lacrimal?

A maior causa de entupimento é a falha na abertura da membrana que se localiza no final do canal lacrimal (válvula de Hasner). Normalmente ela se rompe assim que o bebê chora pela primeira vez, mas, em alguns casos, se mantém íntegra mesmo após alguns meses do nascimento do recém-nascido.

Aproximadamente 5% dos bebês possuem sintomas de obstrução nasolacrimal, que pode afetar um ou os dois olhos. No entanto, aproximadamente 90% dos recém-nascidos têm resolução espontânea do quadro no primeiro ano de vida, sem precisar de tratamento específico.

Outras causas do entupimento do ducto lacrimal são infecções, um osso nasal anatomicamente defeituoso, que bloqueia o ducto nasal de entrar no nariz, e um sistema ductal de drenagem muito estreito, que não permite a passagem das lágrimas.

Quais são os sintomas de obstrução do ducto lacrimal?

O bloqueio do sistema de drenagem lacrimal provoca um acúmulo de conteúdo lacrimal e com isso, as lágrimas transbordam e ocorre lacrimejamento. Normalmente, isso ocorre nos primeiros dias — ou semanas — de vida.

Além disso, os olhos podem ficar vermelhos e inchados, tão edemaciados que muitas vezes não é possível abri-los. Algumas bactérias também podem colonizar o sistema ductal, causando infecção e uma secreção amarelo-esverdeada.

Como é feito o diagnóstico do canal lacrimal entupido?

Um histórico de lacrimejamento constante em um momento precoce da vida é altamente sugestivo de um canal lacrimal bloqueado. O oftalmologista é capaz de realizar exames para confirmar a patologia. Portanto é extremamente importante a consulta a um profissional qualificado.

Qual o tratamento utilizado?

É importante lembrar que a maioria dos casos de obstrução ductal se resolve espontaneamente até o final do primeiro ano de vida. Mas no caso de uma obstrução persistente é possível realizar alguns tratamentos.

Podemos realizar uma massagem delicada do ducto nasolacrimal. Também é possível utilizar gotas de antibiótico tópico por alguns dias, se houver infecções no local. Em casos extremos é utilizado um balão de dilatação ou até a sondagem do canal.

Não deixe de procurar seu oftalmologista para ter mais informações e ter um diagnóstico correto dessa patologia. Só um profissional qualificado pode fornecer os tratamentos necessários.

E aí, consegui entender mais sobre o canal lacrimal entupido com o nosso post?

E não deixe de visitar o seu oftalmologista de confiança regularmente!

Especialista em Plástica Ocular, Vias lacrimais e Órbita
Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA.
Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre minha experiência na área,
clique aqui.
Categories: Pálpebra, Vias Lacrimais e Plastica Ocular
André Cezar :Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre minha experiência na área, clique aqui.